“Dizem que sou outra pessoa”

 

A Jornada Mundia da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 foi uma experiência “única”, como bem definiu em apenas uma palavra a catequista Bruna Souza de 26 anos.

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Ela que cresceu na igreja e que tinha uma visão “de que sempre iria permanecer lá, já que foi o que aprendi”, via o Papa como uma pessoa muito distante. Sua fé estava para ser abalada, porque além do mais…

“Estava muita confusa, pois estava passando por um momento difícil com a minha família, e mesmo já adulta isso me afetou de uma maneira muito forte, acabei me afastando dos amigos, e principalmente da igreja, o que me fez permanecer foi a responsabilidade que tinha com a turma de catequese. Profissionalmente também estava difícil, porque foi me dado muitas responsabilidades e como estava com o psicológico abalado tive que me esforçar muito”.

Mas a JMJ seria o lugar escolhido por Deus para mudar sua vida, em uma experiência única, “não somente por ter conhecido o Papa”, mas porque ela via inúmeros jovens, adultos, crianças em uma só fé em uma Igreja forte e numerosa. O que lhe tocou ainda mais foi ver

“Testemunhos de situação parecidas com a sua, saber que você não é o único que quer viver uma vida santa, e que há pessoas que para estar próximo de Deus arriscam a própria vida enquanto nós muitas vezes por uma pequena ‘chuva’ deixamos de ir a santa missa, não participamos de nenhuma pastoral, por não querer responsabilidade ou porque não temos tempo”.

Após uma ano da Jornada, Bruna não sabe dizer exatamente o que aconteceu na sua vida, mas ela acredita que esteja um pouco mais madura e mais compreensiva, os amigos e familiares dizem até que ela é uma outra pessoa. “Acredito que em relação a oração e a proximidade com Deus aumentou bastante, hoje em momentos de preocupação e angústia sei exatamente onde devo me refugiar e onde buscar forças para enfrentar os desafios”.

E sabe do que mais, “senti que estou no lugar certo que não há outro lugar em que devo estar senão na minha amada Igreja, quanto ao Papa hoje o vejo como uma pessoa próxima, um pai e pastor e que tem uma responsabilidade muito grande”.

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Vamos viver tudo de novo na Cracóvia? “Hum, não sei ainda, no Rio fiquei doente inclusive no último dia que foi no domingo, tive que ficar no apartamento com a família que nos acolheu (que por sinal são ótimas pessoas), isso em nosso país, agora fico pensando como seria em um outro país…, bom, mais esta nas mãos de Deus, porque eu não pretendia ir para o Rio e fui, então quem sabe…”

 

Foto: Disponibilizada pela fonte

Por Rômullo Dawid - Pascom Pedro e Paulo