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	<title>Paróquia São Pedro e São Paulo &#187; Notícias da Igreja</title>
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	<description>Belém, PA</description>
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		<title>O domingo &#8220;Gaudete&#8221;: um convite a alegria</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 13:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>greison</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias vaticano]]></category>
		<category><![CDATA[PAPA]]></category>

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		<description><![CDATA[Angelus de Bento XVI no III domingo do Advento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Apresentamos as palavras de Bento XVI durante o Angelus neste III domingo do Advento, junto aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;">Queridos irmãos e irmãs!</p>
<p style="text-align: justify;">Os textos litúrgicos deste período do Advento nos renovam ao convite a viver a espera de Jesus, a não deixar de esperar sua vinda, nos colocando em posição de abertura e disponibilidade ao encontro com Ele.</p>
<p style="text-align: justify;">A vigilância do coração, que o cristão é chamado a exercitar sempre, na vida de todos os dias, característica especial neste tempo em que nos preparamos com alegria para o mistério do Natal (cfr Pref. Adv.II).</p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente externo, em um nível menor por causa da crise, oferece as mensagens usuais de tipo comercial. O cristão é convidado a viver o Advento sem deixar-se distrair pelas luzes, mas sabendo dar o valor justo às coisas, fixando seu olhar interiorem Cristo. Sede fato perseveramos “vigilantes na oração e jubilosos no louvor” (ibid.), nossos olhos serão capazes de reconhecer Nele a verdadeira luz do mundo, que vem iluminar as nossas trevas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em particular, a liturgia deste domingo, chamando “Gaudete”, nos convida a alegria, não a uma vigília triste, mas contente. “Gaudete in Domino semper” – escreve São Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fil 4,4).</p>
<p style="text-align: justify;">A verdadeira alegria não é fruto do divertimento, no sentido etimológico da palavra di-vertir, ou seja, ir além dos compromissos da vida e de suas responsabilidades. A verdadeira alegria está ligada a algo mais profundo. Certamente, no ritmo cotidiano, geralmente frenético, é importante encontrar espaço para um tempo de repouso, de descanso, mas a verdadeira alegria está ligada ao relacionamento com Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem encontrou Cristo na própria vida, experimenta no coração, a serenidade e a alegria que ninguém e nenhuma situação podem tirar.</p>
<p style="text-align: justify;">Santo Agostinho expressou muito bem, na sua busca pelaverdade, pela paz, pela alegria, depois de procurar em vão em muitas coisas conclui com a célebre expressão que o coração do homem é inquieto, não encontra serenidade e paz enquanto não repousa em Deus (cf. Confissões, I, 1.1). A verdadeira alegria não é simplesmente um estado de ânimo passageiro, nem é algo alcançado com os próprios esforços, mas é um dom, nasce do encontro com a pessoa viva de Jesus, ao dar espaço para Ele em nós, ao aceitar o Espírito Santo que guia as nossas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">É o convite que o apóstolo Paulo faz: &#8220;O Deus da paz vos conceda santidade perfeita.Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, sejam conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor JesusCristo &#8220;(1 Tessalonicenses 5.23). Neste tempo de Advento, fortaleçamos a certeza de que o Senhor veio em meio a nós e renova continuamente sua presença de consolação,de amor e de alegria. Tenhamos confiança Nele; como ainda diz Santo Agostinho à luz de sua experiência: O Senhor é mais próximo a nós do que nós somos de nós mesmos &#8211; &#8220;Intimate interior meo meo et Summo superior&#8221; (Confissões,<br />
III, 6.11).</p>
<p style="text-align: justify;">Confiemos o nosso caminho à Virgem Imaculada, cujo espírito exultouem Deus Salvador. Seja Ela a guiar os nossos corações na espera feliz da vinda de Jesus, na espera rica de oração e boas obras.</p>
<p style="text-align: justify;">(Tradução:MEM)</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Zenit.com</p>
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		<title>Ide ao mundo inteiro</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>greison</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Formação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias vaticano]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeira pregação do Advento de 2011 à Casa Pontifícia por P. Raniero Cantalamessa, ofmcap.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em resposta ao apelo do Sumo Pontífice de um renovado compromisso com a evangelização e em preparação para o Sínodo dos Bispos de 2012 sobre o mesmo assunto, me proponho a identificar, nestas meditações do Advento, quatro ondadas da nova evangelização na história da Igreja, ou seja, quatro momentos nos quais se testemunham uma aceleração ou uma retomada do compromisso missionário. São eles:</p>
<p style="text-align: justify;">1. A expansão do cristianismo nos primeiros três séculos de vida, até a véspera do edito de Constantino, cujos protagonistas, em primeiro lugar, eram os profetas itinerantes e, depois, os bispos;<br />
2. Os séculos VI-IX, em que assistimos à reevangelização da Europa após as invasões bárbaras, especialmente pela obra dos monges;<br />
3. O século XVI com a descoberta e a conversão ao cristianismo dos povos do &#8220;novo mundo&#8221;, especialmente pela obra dos frades;<br />
4. A época atual que vê a Igreja envolvida numa reevangelização do Ocidente secularizado, com a participação determinante dos leigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em cada um desses momentos tentarei destacar o que podemos aprender na Igreja de hoje: quais erros evitar e os exemplos a imitar e quais contribuições específicas que podem dar à evangelização os pastores, os monges, os religiosos de vida ativa e os leigos.</p>
<p style="text-align: justify;">1. A difusão do cristianismo nos primeiros três séculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje começamos com uma reflexão sobre a evangelização cristã nos primeiros três séculos. Principalmente um motivo faz deste período um modelo para todos os tempos. É o período no qual o cristianismo encontra o seu caminho exclusivamente por própria força. Não há nenhum &#8220;braço secular&#8221; que o apoie; as conversões não são determinadas pelas vantagens externas, materiais ou culturais; ser cristão  não é um costume ou uma moda, mas uma escolha contra a corrente, muitas vezes com risco de vida. Em alguns aspectos, a situação se voltou a criar hoje em diferentes partes do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A fé cristã nasce com uma abertura universal. Jesus tinha dito aos seus apóstolos para irem &#8220;ao mundo inteiro &#8221; (Mc 16, 15), para &#8220;fazerem discípulos a todas as nações&#8221; (Mt 28, 19), para serem testemunhas “até os confins da terra” (At 1, 8), para “pregarem a todos os povos a conversão e o perdão dos pecados” (Lc 24, 47).</p>
<p style="text-align: justify;">A aplicação do princípio desta universalidade já acontece na geração apostólica, embora não sem dificuldade e lacerações. No dia de Pentecostes a primeira barreira é superada, a da raça (os três mil convertidos pertenciam a outros povos, mas eram todos crentes do judaísmo); na casa de Cornélio e no assim chamado concílio de Jerusalém, especialmente por impulso de Paulo, a barreira mais difícil de todas foi superada, aquela religiosa que separava os hebreus dos gentios. O evangelho tem, dessa forma, o mundo inteiro diante de si, ainda que por agora esse mundo seja limitado, no conhecimento dos homens, ao Mediterrâneo e às fronteiras do Império Romano.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais complexo é seguir a expansão de fato, ou geográfica, do cristianismo nos três primeiros séculos que, porém, é menos necessária para o nosso propósito. O estudo mais abrangente, e até agora insuperável a esse respeito é aquele de Adolph Harnack, &#8220;Missão e expansão do cristianismo nos primeiros três séculos&#8221;<a>1</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Um aumento acentuado na atividade missionária da Igreja se realiza sob o imperador Commodo (180-192) e, em seguida, na segunda metade do século III, até às vésperas da grande perseguição de Diocleciano (302). Este, além das ocasionais perseguições locais, foi um período de relativa paz que permitiu à Igreja primitiva consolidar-se internamente e desenvolver um novo tipo de atividade missionária.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos em que consiste esta novidade. Nos dois primeiros séculos a propagação da fé foi confiada à iniciativa pessoal. Tratava-se dos profetas itinerantes, mencionados na Didaqué, que moviam-se de um lugar para outro; muitas conversões deveram-se a contatos pessoais, favorecidos pelos trabalhos comuns exercitados pelas viagens e pelas relações comerciais, pelo serviço militar e por outras circunstâncias da vida. Orígenes nos dá uma descrição comovente do zelo desses primeiros missionários:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Os cristãos fazem todo o esforço possível para espalhar a fé por toda a terra. Para esse fim, alguns deles se propõem formalmente como tarefa das suas vidas o peregrinar não somente de cidade em cidade, mas também de município em município e de vilarejo em vilarejo para ganhar novos fiéis para o Senhor. Nem se passe pela cabeça, espero, que eles façam isso por lucro, pois até mesmo, muitas vezes se recusam a aceitar o que é necessário à vida&#8221;<a>2</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, na segunda metade do século III, estas iniciativas pessoais são cada vez mais coordenadas e em parte substituídas pela comunidade local. O bispo, até mesmo por reação aos efeitos de desintegração da heresia gnóstica, conquista a melhor sobre os mestres, como diretor da vida interna da comunidade e centro propulsor da sua atividade missionária. A comunidade é agora o sujeito evangelizador, a tal ponto que um erudito como Harnack, certamente não suspeito de simpatia pela instituição, possa afirmar: &#8220;Devemos ter por certo que a mera existência e a atividade constante das comunidades individuais foi o principal fator na propagação do cristianismo&#8221;<a>3</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">No final do terceiro século, a fé cristã penetrou praticamente todos os estratos da sociedade, já tem sua própria literatura em lingua grega e uma, embora no início, em lingua latina; possui uma sólida organização interna; começa a construir edifícios sempre mais amplos, sinal do aumento do número de fiéis. A grande perseguição de Diocleciano, além das muitas vítimas, não fez nada mais que destacar o fato de que a força da fé cristã já era irreprimível. A última luta de braço entre o Império e o cristianismo é testemunha disso.<br />
No fundo, Constantino não vai fazer nada mais do que tomar nota dessa nova relação de forças. Não será ele que vai impor o cristianismo para o povo, mas o povo que vai lhe impor o cristianismo. Afirmações como aquelas de Dan Brown no romance &#8220;O Código Da Vinci&#8221; e de outros propagadores, segundo os quais  foi Constantino, por razões pessoais, a transformar, com o seu edito de tolerância e com o concílio de Nicéia, uma obscura seita religiosa judaica na religião do império, são baseadas numa total ignorância dos fatos que precederam esses eventos.</p>
<p style="text-align: justify;">2. As razões do sucesso</p>
<p style="text-align: justify;">Um tema que sempre apaixonou os historiadores é aquele das razões do triunfo do cristianismo. Uma mensagem nascida em um canto obscuro e desprezado do Império, entre pessoas simples, sem cultura e sem poder, em menos de três séculos, se estende a todo o mundo então conhecido, subjugando a refinadíssima cultura dos gregos e o poder imperial de Roma!</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as diversas razões do sucesso, alguns insistem no amor cristão e no exercício ativo da caridade, até torná-lo &#8220;o fator mais importante e poderoso para o sucesso da fé cristã&#8221;, de tal forma que induziria mais tarde o imperador Juliano o Apóstata, a fornecer o paganismo de semelhantes obras de caridade para combater este sucesso.<a>4</a></p>
<p style="text-align: justify;">Harnack, por outro lado, dá uma grande importância ao que ele chama de a natureza &#8220;sincretista&#8221; da fé cristã, ou seja, da capacidade de conciliar em si as tendências opostas e os diversos valores presentes nas religiões e na cultura do tempo. O cristianismo se apresenta ao mesmo tempo, como a religião do Espírito e do poder, que é acompanhada por sinais sobrenaturais, carismas e milagres, e como a religião da razão e do Logos integral, “a verdadeira filosofia”, nos dizeres de Justino Mártir. Os autores cristãos são &#8220;os racionalistas do sobrenatural&#8221;, diz Harnack (<a>5</a>) citando as palavras do apóstolo Paulo sobre a fé como &#8220;tratamento racional&#8221; (Romanos 12,1).</p>
<p style="text-align: justify;">Desta forma o cristianismo reúne em si, num perfeito equilíbrio, o que o filósofo Nietzsche define o elemento apolíneo e o elemento dionisíaco da religião grega, o Logos e o Pneuma, a ordem e o entusiasmo, a medida e o excesso. É isto que, pelo menos em parte, entendiam os Padres da Igreja com o tema da &#8220;sóbria embriaguez do Espírito&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A religião cristã – escrevia Harnack no final da sua monumental pesquisa – , desde o início, apareceu com uma universalidade que a permitiu reivindicar para si toda a vida inteiramente, com todas as suas funções, as suas alturas e profundidades, sentimentos, pensamentos e ações. Foi esse espírito de universalidade que lhe garantiu a vitória. Foi isso que a levou a professar que o Jesus proclamado por ela era o Logos divino &#8230; Assim se ilumina com nova luz e aparece quase uma necessidade, até mesmo aquela poderosa atração pela qual chegou a absorver e a submeter a si o helenismo. Tudo o que era de alguma forma capaz de vida entrou como elemento na sua construção &#8230; E essa religião não deveria vencer?&#8221;<a>6</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A impressão que se tem ao ler este resumo é que o sucesso do cristianismo é devido a uma combinação de fatores. Alguns foram tão longe na busca das causas deste sucesso que encontraram vinte motivos a favor da fé e muitos outros que estavam agindo na direção oposta, como se o êxito final dependesse da prevalência do primeiro sobre o segundo.<br />
Agora eu gostaria de destacar o limite inerente a tal abordagem histórica, mesmo quando esta é feita por historiadores que tem fé como aqueles que até agora tenho tido em conta. O limite, devido ao mesmo método histórico, é de dar mais importância ao sujeito do que ao objeto da missão, mais aos evangelizadores e às condições em que ela ocorre, do que ao seu conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">A razão que me empurra a fazê-lo é que isso é também o limite e o perigo inerente a tantas abordagens atuais e mediáticas, quando se fala de uma nova evangelização. Esquece-se de uma coisa muito simples: que Jesus mesmo tinha dado, antecipadamente, uma explicação da difusão do seu Evangelho e é dessa que devemos começar toda vez que nos propomos um novo esforço missionário.</p>
<p style="text-align: justify;">Escutemos mais uma vez duas breves parábolas evangélicas, aquela da semente que cresce também à noite e aquela da semente de mostarda.</p>
<p style="text-align: justify;">“E dizia: ‘acontece com o Reino de Deus o mesmo que com o homem que lançou a semente na terra: ele dorme e acorda, de noite e de dia, mas a semente germina e cresce, sem que ele saiba como. A terra por si mesma produz fruto: primeiro a erva, depois a espiga e, por fim, a espiga cheia de grãos. Quando o fruto está no ponto, imediatamente se lhe lança a foice, porque a colheita chegou’.”(Mc 4, 26-30).</p>
<p style="text-align: justify;">Esta parábola, por si só, diz-nos que a razão essencial para o sucesso da missão cristã não vem de fora mas de dentro, não é obra do semeador e nem sequer principalmente do solo, mas da semente. A semente não pode ser jogada por si só, no entanto, é automaticamente e por si mesma  que ela cresce. Depois de ter jogado a semente o semeador pode também ir dormir, a vida da semente já não depende dele. Quando esta semente é &#8220;a semente jogada na terra e morta&#8221;, ou seja  Jesus Cristo, nada poderá impedir que essa &#8220;dê muitos frutos&#8221;. Pode-se dar todas as explicações que você quiser desses frutos, mas estas permanecerão sempre na superfície, nunca captarão o essencial.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem captou com clareza a prioridade do objeto do anúncio sobre o sujeito é o apóstolo Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem fazia crescer”. Estas palavras parecem ser um comentário sobre a parábola de Jesus. Não se trata de três operações com a mesma importância; de fato, o apóstolo acrescenta: &#8221; Assim, pois, aquele que planta, nada é: aquele que rega nada é; mas imorta somente Deus, que dá o crescimento”. (1 Cor 3, 6 -7). A mesma distância qualitativa entre o sujeito e o objeto do anúncio está presente em outra palavra do Apóstolo: &#8220;Mas nós temos este tesouro em vasos de barro, para que este grande poder seja atribuído a Deus e não a nós&#8221; ( 2 Cor 4,7). Tudo isso se traduz nas exclamações programáticas: &#8220;Nós não pregamos a nós mesmos, mas o Senhor Jesus Cristo!&#8221; e ainda &#8220;Nós pregamos Cristo crucificado&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus pronunciou uma segunda parábola com base na imagem da semente que explica o sucesso da missão cristã e que dever ser tida em conta hoje, diante da imensa tarefa de reevangelizar o mundo secularizado.</p>
<p style="text-align: justify;">“E dizia: ‘com que compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como um grão de mostarda que, quando é semeado na terra – é a menor de todas as sementes da terra – mas, quando é semeado, cresce e torna-se maior que todas as hortaliças, e deita grandes ramos, a tal ponto que as aves do céu se abrigam à sua sombra” (Mc 4, 30-32).</p>
<p style="text-align: justify;">O ensinamento que Cristo nos dá com esta parábola é que o seu Evangelho e a sua mesma pessoa é a menor coisa que existe sobre a terra porque não há nada menor e mais fraco do que uma vida que termina numa morte de cruz. No entanto, esta minúscula &#8220;semente de mostarda&#8221; está destinada a se tornar uma grande árvore, de modo a acomodar em seus ramos todos os pássaros que vão refugiar-se ali. Isso significa que toda a criação, absolutamente toda irá ali encontrar refúgio.</p>
<p style="text-align: justify;">Que contraste com as reconstruções históricas mencionadas acima! Tudo lá parecia incerto, aleatório, suspenso entre o sucesso e o fracasso; aqui tudo já foi decidido e garantido desde o começo! No final do episódio da unção de Betânia, Jesus pronunciou estas palavras: &#8220;Em verdade vos digo que, onde quer que este Evangelho seja anunciado, em todo o mundo, em memória dela se dirá também o que ela fez&#8221; (Mateus 26,13 ). A mesma consciência tranquila de que um dia sua mensagem seria anunciada “a todo o mundo”. E certamente não é uma profecia &#8220;post eventum&#8221;, porque naquele momento, tudo pressagiava o oposto.</p>
<p style="text-align: justify;">Até mesmo nisso quem melhor captou &#8220;o mistério escondido&#8221; foi Paulo. Me impressiona sempre um fato. O Apóstolo pregou no Areópago de Atenas e assistiu a uma rejeição da mensagem, educadamente expressada com a promessa de ouvi-lo em outra ocasião. De Corinto, onde ele foi logo depois, escreveu a Carta aos Romanos, onde afirma ter recebido a tarefa de conduzir &#8220;à obediência da fé todas as nações &#8221; (Rm 1, 5-6). O insucesso não avariou minimamente a sua confiança na mensagem: &#8220;Eu não me envergonho &#8211; grita &#8211; do evangelho, porque é potência de Deus para a salvação de todo aquele que crê, do judeu, primeiro, como do grego&#8221; (Rom 1, 16 ). Apóstolo Paulo, dá-nos um pouco &#8220;desta tua fé e desta tua coragem e não nos desanimaremos diante da tarefa sobre-humana que está diante de nós!</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Toda árvore, diz Jesus, é reconhecida pelos seus frutos&#8221; (Lc 6, 44). Isto é verdade para toda árvore, exceto para a árvore nascida dele, o cristianismo (e de fato ele está falando aqui dos homens); essa única árvore não é conhecida pelo fruto, mas a partir da semente e da raiz. No cristianismo a plenitude não está no fim, como na dialética hegeliana do devir (“o verdadeiro é o inteiro”), mas está no princípio; nenhum fruto, nem mesmo os maiores santos, acrescentam algo à perfeição do modelo. Neste sentido tem razão quem afirmou que “o cristianismo não é perfectível”<a>7</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">3. Semear e&#8230; ir dormir</p>
<p style="text-align: justify;">Aquilo que os historiados das origens cristãs não registraram ou dão pouca importância é a certeza inabalável que os cristãos da época, pelo menos os melhores deles, tinham sobre a bondade e a vitória final da sua causa. &#8220;Vocês podem nos matar, mas não nos podem prejudicar&#8221;, dizia Justino Mártir ao juiz romano que o condenava à morte. No final foi essa tranquila certeza que lhes garantiu a vitória e convenceu as autoridades políticas da inutilidade dos esforços para suprimir a fé cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso o que mais nos acontece hoje: despertar nos cristãos, pelo menos naqueles que pretendem se dedicar ao trabalho da reevangelização, a certeza íntima da verdade do que anunciamos. &#8220;A Igreja, Paulo VI disse certa vez, precisa recuperar o desejo, o prazer e a certeza da sua verdade&#8221;<a>8</a>. Devemos acreditar, primeiramente nós, em tudo o que anunciamos; mas acreditar realmente, &#8220;com todo o coração, com toda a alma,  com toda a mente&#8221;. Temos de ser capazes de dizer com Paulo: &#8220;Animados pelo mesmo espírito de fé, como está escrito: Eu acreditei, portanto, eu falei, nós também acreditamos e, portanto, falamos&#8221; (2 Coríntios 4, 13).</p>
<p style="text-align: justify;">A tarefa prática que as duas parábolas de Jesus nos designam é semear. Semear com mãos cheias, “no momento adequado e inadequado&#8221; (2 Tm 4, 2). O semeador da  parábola que sai para semear não se preocupa com o fato de que algumas sementes acabem na rua e entre os espinhos, e pensar que aquele semeador, fora da metáfora, é ele mesmo, Jesus! A razão é que, neste caso, não se pode saber com antecedência qual terreno se revelará bom, ou duro como o asfalto e sufocante como um arbusto. Há no meio a liberdade humana que o homem não pode prever, e Deus não quer violar. Quantas vezes entre as pessoas que ouviram algum sermão ou leram um determinado livro, verifica-se que quem o tomou mais a sério e teve a vida mudada era a pessoa que menos se esperava, alguém que estava ali por acaso, ou até mesmo relutante. Eu mesmo poderia contar dezenas de casos.</p>
<p style="text-align: justify;">Semear então e depois&#8230; ir dormir! Ou seja, semear e depois não estar lá o tempo todo olhando, quando brota, onde brota, quantos centímetros está crescendo diariamente. A germinação e o crescimento não é nosso negócio, mas de Deus e do ouvinte. Um grande humorista Inglês do século XIX, Jerome Klapka Jerome, disse que a melhor maneira de fazer demorar a ebulição da água numa panela é aquela de estar de olho nela e esperar com impaciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazer o contrário é fonte inevitável de ansiedade e de impaciência: coisas que Jesus não gosta e que ele nunca fez quando esteve na terra. No Evangelho, ele nunca parece ter pressa. &#8220;Não andem ansiosos pelo amanhã, dizia aos seus discípulos, porque o amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6, 34).</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, o poeta cristão Charles Péguy põe na boca de Deus palavras que são boas para meditarmos:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Disseram-me que há homens<br />
Que trabalham bem e dormem mal.<br />
Que não dormem. Que tem falta de confiança em mim.<br />
É quase pior do que<br />
se não trabalhassem mas dormissem, porque a preguiça<br />
Não é pecado maior do que a ansiedade &#8230;<br />
Não falo, diz Deus, daqueles homens<br />
que não trabalham e não dormem.<br />
Esses são pecadores, é claro &#8230;<br />
Falo daqueles que trabalham e não dormem &#8230;<br />
Tenho pena deles. Eles não confiam em mim &#8230;<br />
Governam muito bem seus assuntos durante o dia.<br />
Mas não querem confiar-me o governo durante a noite&#8230;<br />
Quem não dorme é infiel à Esperança&#8230; &#8220;<a>9</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">As reflexões realizadas nesta meditação nos levam, em conclusão, a colocar na base do esforço para uma nova evangelização um grande ato de fé e de esperança para sacudir de cima qualquer sentimento de impotência e resignação. Temos diante de nós, é verdade, um mundo fechado no secularismo, inebriado pelos sucessos da técnica e das possibilidades oferecidas pela ciência, refratário ao anúncio do Evangelho. Mas era talvez menos confiante em si e menos refratário ao evangelho o mundo no qual viviam os primeiros cristãos, os gregos com a sua sabedoria e o Império Romano com o seu poder?</p>
<p style="text-align: justify;">Se houver algo que possamos fazer, depois de ter &#8220;semeado&#8221;, é &#8220;irrigar&#8221;, com a oração, a semente lançada. Por isso terminemos com a oração que a liturgia nos faz recitar na Missa &#8220;para a evangelização dos povos&#8221;:</p>
<p style="text-align: justify;">Ó Deus, tu queres que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade; olha quão grande é a tua messe e manda operários, para que seja anunciado o Evangelho à toda criatura, e o teu povo, reunido pela palavra de vida e moldado pela força dos sacramentos, prossiga no caminho da salvação e do amor.<br />
Por Cristo nosso Senhor. Amém.</p>
<p style="text-align: justify;"><a>1</a> A. von Harnack,….</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote2anc">2</a> Origene, C. Cels. III, 9.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote3anc">3</a> Op. cit. p. 321- s.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote4anc">4</a> H. Chadwick, <em>The early Church</em>, Penguin Books 1967, pp. 56-58.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote5anc">5</a> A. von Harnack, <em>Missione e propagazione del cristianesimo nei primi tre secoli</em>, Rist. anast., Cosenza 1986, p. 173.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote6anc">6</a> Harnack, op. cit., p. 370.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote7anc">7</a> S.Kierkegaard, <em>Diario</em>, X5 A 98 (ed. C. Fabro, Brescia II, 1963, pp.386 ss).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote8anc">8</a> Discorso all’udienza generale del 29 Novembre 1972 (<em>Insegnamenti di Paolo VI</em>, Tipografia Poliglotta Vaticana, X, pp. 1210s.).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zenit.org/article-28863?l=italian#sdfootnote9anc">9</a> Ch. Péguy, <em>Il portico del mistero della seconda virtù</em>, Jaca Book, Milano 1978, pp. 120 s.</p>
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		<title>O Ano da Fé unicia o PAPA</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 15:45:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>greison</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[PAPA]]></category>

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		<description><![CDATA[Carta Apostólica Porta Fidei, de Bento XVI, sobre o Ano da Fé]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/Brasao_BentoXVI.jpg" alt="" width="98" height="135" border="0" /></div>
<div style="text-align: justify;" align="center"><strong><em>Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio</em> Porta Fidei </strong><strong> com a qual se proclama o Ano da Fé (out/2012 &#8211; out/2013)<br />
</strong></div>
<p style="text-align: justify;">1. A PORTA DA FÉ (cf. <em>Act </em> 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada  na sua  Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a  Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que  transforma. Atravessar aquela porta implica embrenhar-se num caminho que dura a  vida inteira. Este caminho tem início com o Baptismo (cf. <em>Rm</em> 6, 4), pelo  qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a  passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor  Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua<br />
própria  glória quantos crêem n’Ele (cf. <em>Jo</em> 17, 22). Professar a fé na Trindade –  Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. <em>1  Jo</em> 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa  salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e  ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto  aguarda o regresso glorioso do Senhor.</p>
<p>2. Desde o princípio do meu  ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o  caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o  renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no  início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela,  como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para  lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a  vida em plenitude» (<a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2005/documents/hf_ben-xvi_hom_20050424_inizio-pontificato_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Homilia no início do ministério petrino do Bispo de Roma</em></span></a>,<em></em> (24 de Abril de 2005): <em>AAS</em> 97 (2005), 710).  Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as  consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé,  considerando esta como um pressuposto óbvio da  sua vida diária. Ora um tal  pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado (Cf.  Bento XVI, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2010/documents/hf_ben-xvi_hom_20100511_terreiro-paco_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Homilia da Santa Missa no Terreiro do Paço</em></span></a> (Lisboa –  11 de Maio de 2010): <em>L’Osservatore Romano</em> (ed. port. de 15/V/2010), 3.). Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário,  amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela  inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade  devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paroquiasaopedroesaopaulo.com.br/?attachment_id=549" rel="attachment wp-att-549"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-549" title="283072" src="http://paroquiasaopedroesaopaulo.com.br/wp-content/uploads/2011/08/283072-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>3. Não podemos aceitar que o sal  se torne insípido e a luz fique escondida (cf. <em>Mt </em>5, 13-16). Também o  homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao  poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde  jorra água viva (cf. <em>Jo</em> 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos  alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da  vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. <em>Jo</em> 6,  51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento  de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que  perdura e dá a vida eterna» (<em>Jo</em> 6, 27). E a questão, então posta por  aqueles que O escutavam, é a mesma que<br />
colocamos nós também hoje: «Que havemos  nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (<em>Jo</em> 6, 28). Conhecemos a  resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (<em>Jo</em>  6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar  definitivamente à salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">4. À luz de tudo isto, decidi  proclamar um <em>Ano da Fé</em>. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no  cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de  Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida  data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação  do <a href="http://noticias.cancaonova.com/www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Catecismo da Igreja Católica</em></span></a>, texto promulgado pelo meu Predecessor, o  Beato Papa João Paulo II, (Cf.  João Paulo II, Const. ap. <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_constitutions/documents/hf_jp-ii_apc_19921011_fidei-depositum_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;">Fidei depositum</span></a></em> (11 de Outubro de  1992): <em>AAS </em>86 (1994), 113-118) com o objetivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta  obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo  Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese (Cf. <em>Relação final do Sínodo Extraordinário dos Bispos</em> (7 de  Dezembro de 1985), II, B, a, 4: <em>L’Osservatore Romano </em>(ed. port. de 22/XII/1985),  650) e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma  Assembleia Geral do Sínodo<br />
dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o  mês de Outubro de 2012, tendo por tema <em>A nova evangelização para a  transmissão da fé cristã</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Será uma ocasião propícia para introduzir o  complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé.  Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um <em>Ano da Fé</em>. O  meu  venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um semelhante, em  1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono  centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para  que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»;  quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e  consciente, interior e exterior, humilde e franca» (Paulo VI, Exort. ap. <em> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19670222_petrum-et-paulum_lt.html" target="_blank"><span style="color: #006699;">Petrum et Paulum Apostolos</span></a></em>, no XIX centenário  do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (22 de Fevereiro de 1967): <em> AAS </em>59 (1967), 196). Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exacta consciência da sua fé para a  reavivar, purificar, confirmar, confessar» (<span><em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_exhortations/documents/hf_p-vi_exh_19670222_petrum-et-paulum_lt.html" target="_blank"><span style="color: #006699;">Ibid.</span></a></em></span><em></em>: <em>o.c.</em>, 198.). As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais  evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/motu_proprio/documents/hf_p-vi_motu-proprio_19680630_credo_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Profissão de Fé do Povo de Deus</em></span></a>, (Paulo VI, <em>Profissão Solene de Fé</em>, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/homilies/1968/documents/hf_p-vi_hom_19680630_lt.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Homilia durante a Concelebração por ocasião do XIX centenário do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, no encerramento do «Ano da Fé»</em></span></a> (30 de Junho de 1968): <em>AAS</em> 60 (1968),  433-445) para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o  património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e  aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em  condições históricas diversas das do passado.</p>
<p style="text-align: justify;">5. Sob alguns aspectos, o meu  venerado Predecessor viu este Ano como uma «consequência e exigência  pós-conciliar» (Paulo VI, <em>Audiência Geral</em> (14 de Junho de 1967): <em>Insegnamenti</em>  V (1967), 801),  bem ciente das graves dificuldades daquele tempo sobretudo no que se referia à  profissão da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer  coincidir o início do <em>Ano da Fé </em>com o cinquentenário da abertura do  Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os  textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do  Beato João Paulo II, «<em>não perdem o seu valor nem a sua beleza.</em> É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e  assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da  Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o  dever de indicar o  Concílio como <em>a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX</em>:  nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que  começa» (João  Paulo II, Carta ap. <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_20010106_novo-millennio-ineunte_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;">Novo millennio ineunte</span></a></em> (6 de Janeiro de  2001), 57: <em>AAS </em>93 (2001), 308). Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio  poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e  recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se  cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja» (<a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2005/december/documents/hf_ben_xvi_spe_20051222_roman-curia_po.html" target="_blank"><em><span style="color: #006699;">Discurso à Cúria Romana</span></em></a>, (22 de Dezembro de 2005): <em>AAS</em> 98 (2006), 52).</p>
<p>6. A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes:  de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no  mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio,  na Constituição dogmática <em>Lumen Gentium</em>, afirma: «Enquanto Cristo “santo,  inocente, imaculado” (<em>Heb</em> 7, 26), não conheceu o pecado (cf. <em>2 Cor</em>  5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. <em>Heb </em>2, 17), a  Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre  necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A  Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das  consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha  (cf. <em>1 Cor </em>11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado,  de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e  dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o  seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2005/december/documents/hf_ben_xvi_spe_20051222_roman-curia_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Lumen Gentium</em></span></a>, 8).</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta  perspectiva, o <em>Ano da Fé </em>é convite para uma autêntica e renovada  conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e  ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à  conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. <em>Act</em> 5, 31). Para  o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo<br />
Baptismo  fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de  entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (<em>Rm</em>  6, 4). Em virtude da fé, esta ida nova plasma toda a existência humana segundo  a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os  pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo  pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais  completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (<em>Gl</em> 5,  6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida  do homem (cf. <em>Rm</em> 12, 2; <em>Cl</em> 3, 9-10; <em>Ef</em> 4, 20-29; <em>2 Cor</em>  5, 17).</p>
<p style="text-align: justify;">7. «<em>Caritas Christi urget nos</em>  – o amor de Cristo nos impele» (<em>2 Cor </em>5, 14): é o amor de Cristo que  enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele  envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os  povos da terra (cf. <em>Mt </em>28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si  os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o  anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é   necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização,  para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar  a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso  missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando  é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de  graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a  esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre  o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a<br />
aderir à  sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo  Agostinho – «fortificam-se acreditando» (<em>De utilitate credendi</em>, 1, 2). O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua  vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou  descanso em Deus (Cf. <em>Confissões</em>, 1, 1). Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da  fé, permaneceram até aos nossos dias como um património de riqueza incomparável  e consentem ainda a tantas pessoas à procura de Deus de encontrarem o justo  percurso para chegar à «porta da fé».</p>
<p style="text-align: justify;">Por  conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra  possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se  progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque  tem a sua origem em Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">8. Nesta feliz ocorrência,  pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor  de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de  comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este <em>Ano</em> de forma digna  e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os  crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao  Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade  está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas  nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das  nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer  melhor e de transmitir às<br />
gerações futuras a fé de sempre. Neste <em>Ano</em>,  tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente  profissão do <em>Credo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">9.<a href="http://paroquiasaopedroesaopaulo.com.br/?attachment_id=229" rel="attachment wp-att-229"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-229" title="papa_bento_xvi_quaresma2011-300x191" src="http://paroquiasaopedroesaopaulo.com.br/wp-content/uploads/2011/03/papa_bento_xvi_quaresma2011-300x191-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a> Desejamos que este <em>Ano</em>  suscite, em cada crente, o anseio de <em>confessar</em> a fé plenamente e com  renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também  para intensificar a <em>celebração </em>da fé na liturgia, particularmente na  Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte  de onde promana toda a sua força» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. sobre a Sagrada Liturgia <span style="color: #006699;"><em>Sacrosanctum Concilium</em></span>, 10).  Simultaneamente esperamos que o <em>testemunho </em>de vida dos crentes cresça na  sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada,  vivida e rezada (Cf.  João Paulo II, Const. ap. <em>Fidei depositum </em>(11 de Outubro de  1992): <em>AAS</em> 86 (1994), 116) e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada  crente deve assumir, sobretudo neste <em>Ano</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi sem  razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de  memória o <em>Credo</em>. É que este servia-lhes de oração diária, para não  esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas  de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a <em>redditio  symboli</em> (a entrega do <em>Credo</em>):<br />
«O símbolo do santo mistério, que  recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre  as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no  alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas  deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos  leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo  quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele» (<em>Sermo</em> 215, 1).</p>
<p style="text-align: justify;">10. Queria agora delinear um percurso que  ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente  com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos  totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o acto com que se  crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite  entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com  a boca, faz-se a profissão de fé» (<em>Rm</em> 10, 10). O coração indica que o  primeiro acto, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e acção da graça que age e  transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.</p>
<p style="text-align: justify;">A este  respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo  Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas  mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao  que Paulo dizia» (<em>Act</em> 16, 14). O sentido contido na expressão é  importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve  acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa –  não for aberto pela graça, que consente de ter olhos para ver em profundidade e  compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez,  o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso  públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A  fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente  porque é um acto da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social  daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a  clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a  toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o  nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria  profissão da fé é um acto simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o  primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um  recebe o Baptismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a  salvação. Como atesta o <em>Catecismo da Igreja Católica</em>, «“Eu creio”: é a fé  da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião  do Baptismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em  Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu  creio”: é também a<br />
Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos  ensina a<br />
dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”» (<em>Catecismo da Igreja Católica</em>, 167).</p>
<p style="text-align: justify;">Como se pode  notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio <em> assentimento</em>, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade  a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do  mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica  que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o  garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu  mistério de amor (Cf. Conc. Ecum. Vat. I, Const. dogm. sobre a fé católica <em>Dei Filius</em>,  cap. III: <em>DS</em> 3008-3009; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a  Revelação divina <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Dei Verbum</em></span></a>, 5)</p>
<p>Por outro  lado, não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas  que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca  sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do  mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela  estrada que conduz ao mistério de Deus. De facto, a própria razão do homem traz  inscrita em si mesma a exigência «daquilo que vale e permanece sempre» (Bento XVI, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20080912_parigi-cultura_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;"><em>Discurso no</em> «Collège des Bernardins»</span></a> (Paris, 12 de Setembro de 2008): <em>AAS</em> 100 (2008), 722). Esta exigência constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no  coração humano, para se pôr a caminho ao encontro d’Aquele que não teríamos  procurado se Ele não tivesse já vindo ao nosso encontro (Cf. Santo  Agostinho, <em>Confissões</em>, 13, 1). É precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a fé.</p>
<p style="text-align: justify;">11. Para chegar a um conhecimento  sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no <em>Catecismo da Igreja Católica</em>. Este constitui um dos frutos mais  importantes do Concílio Vaticano II. Na Constituição Apostólica <em>Fidei depositum</em> – não sem razão assinada na passagem do trigésimo aniversário da  abertura do Concílio Vaticano II – o Beato João Paulo II escrevia: «Este  catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida  eclesial (&#8230;). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso,  instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial» (João  Paulo II, Const. ap. <em>Fidei depositum </em>(11 de Outubro de 1992): <em>AAS</em> 86 (1994), 115 e 117).</p>
<p style="text-align: justify;">É  precisamente nesta linha que o <em>Ano da Fé</em> deverá exprimir um esforço  generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da  fé, que têm no  <em>Catecismo da Igreja Católica</em> a sua síntese sistemática e  orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu,  guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada  Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que  atravessaram os séculos, o <em>Catecismo</em> oferece uma memória permanente dos  inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para  dar certeza aos crentes na sua vida de fé.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sua  própria estrutura, o  <em>Catecismo da Igreja Católica </em>apresenta o  desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária.<br />
Repassando as  páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro  com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a  explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante,  continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a  profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o  testemunho dos cristãos.<br />
Na mesma linha, a doutrina do<em> Catecismo</em> sobre a  vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé,  a liturgia e a oração.</p>
<p style="text-align: justify;">12. Assim, no <em>Ano</em> em questão, o  <em>Catecismo da Igreja Católica </em>poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio  da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão  determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a  Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes  Organismos da Santa Sé, uma <em>Nota</em>, através da qual se ofereçam à Igreja e  aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e  apropriados, este <em>Ano da Fé</em> ao serviço do crer e do evangelizar.</p>
<p style="text-align: justify;">De facto, em  nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de  interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, particularmente hoje,  reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e  tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver  qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por  caminhos diferentes, para a verdade (Cf.  João Paulo II, Carta enc. <em><a href="http://noticias.cancaonova.com/www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html" target="_blank"><span style="color: #006699;">Fides et ratio</span></a></em> (14 de Setembro de  1998), 34.106: <em>AAS</em> 91 (1999), 31-32.86-87).</p>
<p>13. Será decisivo repassar, durante este <em> Ano</em>, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade  entrelaçada com o pecado. Enquanto a primeira põe em evidência a grande  contribuição que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da  comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma  sincera e contínua obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai,  que vem ao encontro de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo  deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da  fé» (<em>Heb</em> 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito  do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do  sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o  vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua  Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana  para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado  para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes  dois mil anos da nossa história de salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela fé,  Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus  na obediência da sua dedicação (cf. <em>Lc</em><br />
1, 38). Ao visitar Isabel, elevou  o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a  Ele se confiavam (cf. <em>Lc</em> 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o  seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. <em>Lc</em> 2, 6-7).  Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da  perseguição de Herodes (cf. <em>Mt</em> 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor  na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. <em>Jo</em> 19,  25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando  no coração a memória de tudo (cf. <em>Lc</em> 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze  reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. <em>Act</em> 1,  14; 2, 1-4).</p>
<p style="text-align: justify;">Pela fé, os  Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. <em>Mc</em> 10, 28). Acreditaram  nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua  Pessoa (cf.<em> Lc</em> 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os  instruía com a<br />
sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual  haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. <em> Jo</em> 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de  levar o Evangelho a toda a criatura (cf. <em>Mc</em> 16, 15) e, sem temor algum,  anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.</p>
<p style="text-align: justify;"> Pela fé, os  discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos  Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que  possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. <em>Act</em> 2, 42-47).</p>
<p style="text-align: justify;">Pela fé, os  mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os  transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o  perdão dos seus próprios perseguidores.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela fé,  homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em  simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos  de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se  fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a  palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça  para todos (cf. <em>Lc</em> 4, 18-19).</p>
<p style="text-align: justify;">Pela fé, no  decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está  escrito no Livro da vida (cf. <em>Ap</em> 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de  seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser  cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e  ministérios a que foram chamados.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela fé,  vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e  na história.</p>
<p style="text-align: justify;">14. O <em>Ano da Fé</em> será uma ocasião propícia  também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora  permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de  todas é a caridade» (<em>1 Cor</em> 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas –  que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que  aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso  essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de  alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer  e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é<br />
necessário ao corpo, de que lhes  aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente  morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho  as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te  mostrarei a minha fé”» (<em>Tg</em> 2, 14-18).</p>
<p style="text-align: justify;">A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente  à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma  consente à outra de realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos  dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído,  considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer,  porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude  da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a  Mim mesmo o fizestes» (<em>Mt</em> 25, 40): estas palavras de Jesus são uma  advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele  amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu  próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho  da vida.<br />
Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo,  aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (<em>2 Ped</em> 3,  13; cf. <em>Ap</em> 21, 1).</p>
<p style="text-align: justify;">15. Já no termo da sua vida, o apóstolo  Paulo pede ao discípulo Timóteo que «procure a fé» (cf. <em>2 Tm</em> 2, 22) com a  mesma constância de quando era novo (cf. <em>2 Tm</em> 3, 15). Sintamos este  convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé.  Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as  maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos  no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da  presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular  necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração  pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos  outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Que «a  Palavra do Senhor avance e seja glorificada» (<em>2 Ts</em> 3, 1)! Possa este <em> Ano da Fé</em> tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que  só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e  duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz  sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo,  tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína  da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também  provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura  da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver  ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante,  alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (<em>1 Ped</em> 1,  6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento.  Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias,  provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da  vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar  nos sofrimentos de Cristo (cf. <em>Cl</em> 1, 24) , são prelúdio da alegria e da  esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (<em>2 Cor</em>  12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a  morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de  nós, vence o poder do maligno (cf. <em>Lc</em> 11, 20); e a Igreja, comunidade  visível da sua misericórdia, permanecen’Ele como sinal da reconciliação  definitiva com o Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">À Mãe de  Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. <em>Lc</em> 1, 45), confiamos este  tempo de graça.</p>
<div style="text-align: justify;" align="right"><em>Dado em Roma,  junto de São Pedro, no dia 11 de Outubro do ano 2011, sétimo de Pontificado</em>.</div>
<p style="text-align: justify;"><img src="http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/BENTOXVI_assinatura.bmp" alt="" width="200" height="51" border="0" /></p>
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		<title>&#8220;Deus é o verdadeiro patrão do mundo&#8221;, não o homem, afirma Papa</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 15:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>greison</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[PAPA]]></category>
		<category><![CDATA[Pentecostes]]></category>

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		<description><![CDATA[''A vida não tem somente a dimensão terrena, mas é projetada rumo a um 'além''', afirma Bento XVI]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;<strong>O verdadeiro &#8216;patrão&#8217; do mundo não é o homem, mas Deus</strong>&#8220;, ressaltou o Papa <span style="color: #006699;">Bento XVI</span> antes de recitar a tradicional oração mariana do<em> </em><span style="color: #006699;"><em>Angelus</em></span> neste domingo, 27.</p>
<p style="text-align: justify;">O   Pontífice salientou que, em certos panoramas do mundo pós-moderno, Deus parece ausente e o homem é apresentado como o único patrão, o regente de tudo. &#8220;Tudo parece depender somente do homem. E, às vezes, neste mundo que parece quase perfeito, acontecem coisas chocantes, ou na  natureza, ou na sociedade, devido ao que nós pensamos que Deus tenha como que se retirado, tenha nos, por assim dizer, abandonado a nós mesmos&#8221;, advertiu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A</strong><strong><strong>c</strong>esse</strong><br />
<span style="color: #006699;"><strong>.:</strong> </span><a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=284392" target="_blank"><strong><span style="color: #006699;">NA ÍNTEGRA: Angelus de Bento XVI</span></strong></a><br />
<strong><span style="color: #006699;">.:</span> </strong><a href="http://podcast.cancaonova.com/programa.php?id=2674" target="_blank"><span style="color: #006699;"><strong>Oração do Angelus na voz do Papa</strong></span><img src="http://img.cancaonova.com/noticias/portal/play_audio.jpg" alt="" width="72" height="22" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nessa perspectiva, o <span><a href="http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/index.php?&amp;dia=27&amp;mes=11&amp;ano=2011" target="_blank"><span style="color: #006699;">Evangelho do dia</span></a></span> &#8211; &#8220;Vigiai,  pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde,  se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo  de repente, não vos encontre dormindo&#8221; (Mc 13,35-36) &#8211; indica o que o  Tempo do Advento vem a cada ano recordar essa vigilância aos cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para que a nossa vida reencontre a sua justa orientação, em direção ao  rosto de Deus. O rosto não de um &#8216;patrão&#8217;, mas de um Pai e de um Amigo&#8221;,  disse o Papa.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Vigiai!&#8221; (Mc 13,37), o apelo de Jesus no Evangelho, &#8220;é um apelo salutar a recordar-nos que a vida não tem somente a dimensão terrena, mas é projetada rumo a um &#8216;além&#8217;, como uma muda que brota da terra e abre-se para o céu&#8221;, explica o Bispo de Roma. Assim, o homem, como &#8220;muda&#8221; pensante, &#8220;será  chamado a dar conta de como  viveu, de como utilizou as próprias capacidades: se as reteve para si ou  as fez desfrutar para o bem dos irmãos&#8221;, enfatizou o Pontífice.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Angelus</strong><br />
O  encontro do Santo Padre com os cerca de 30 mil  fiéis     reunidos    na Praça de São Pedro aconteceu às 12h  (horário  de Roma  - 9h no      horário de Brasília).</p>
<p style="text-align: justify;">Bento  XVI também falou sobre a Convenção da ONU sobre mudanças climáticas e o Protocolo de Kyoto.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Amanhã começarão em Durban, na África do Sul, os trabalhos da Convenção da ONU  sobre mudanças climáticas e o Protocolo de Kyoto. Desejo que todos os membros da comunidade internacional concordem uma resposta responsável, credível e solidária com relação a esse preocupante e complexo fenômeno, tendo em conta as exigências das populações mais pobres e das gerações futuras&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final do <em>Angelus</em>, na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa afirmou:<br />
&#8220;Saúdo  com particular afeto os peregrinos de língua portuguesa presentes nesta  oração do Angelus, nomeadamente os fiéis vindos de Lisboa e de Setúbal.  O tempo do Advento convida-nos a fazer nossa a primeira vinda do Filho de Deus a fim de nos prepararmos para o seu regresso glorioso. Neste sentido, tomai por modelo e intercessora a Virgem Maria. E que Deus vos abençoe!&#8221;.</p>
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		<title>Igreja alerta para avanço das mudanças no clima</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 12:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>greison</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[CNBB]]></category>

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		<description><![CDATA[Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social debate ações para os próximos três anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social está com seus parceiros e colaboradores em Brasília, desde segunda, 31, planejando seus projetos para os anos de 2012 a 2014. Além disso, estão avaliando os projetos desenvolvidos desde o ano passado. A Reunião Ampliada do Fórum acontece no Centro Cultural Missionário (CCM), e recebe 30 parceiros, representantes dos regionais, além do<br />
seu bispo referencial, dom Pedro Luiz Stringhini.</p>
<p>Segundo dom Stringhini, o Fórum Mudanças Climáticas tem atuado de maneira a pressionar os governantes sobre o avanço das mudanças climáticas no país, além de apoiar a parcela da sociedade já atingida por esses fenômenos, que são intensificados pela ação humana.</p>
<p>“O Fórum serve para reflexão de diversos organismos da sociedade civil. Dialoga com o Governo e com o povo. O Fórum, por sua natureza, tem um posicionamento crítico, pois o Governo é atrelado a setores diversos, grandes empresários, de todos os ramos, gente interessada em assuntos particulares. Nós estamos interessados no bem do planeta e na preservação das matas e florestas, na boa aplicação dos recursos e na imediata ação contra as mudanças do clima”, afirmou dom Pedro Stringhini.</p>
<p>O Fórum Mudanças Climáticas faz parte da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Para o assessor da Comissão, padre Ari Antônio dos Reis, o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social pode ser classificado por três palavras: Atenta, “pois o Fórum é atento aos movimentos climáticos globais, que já estão a tempos atingindo o nosso planeta”; Diálogo, “porque dialoga com os impactados e atingidos por atividades proporcionadas pelas mudanças climáticas, que estão modificando suas vidas”, e por fim, Enfrenta, “já que é uma das poucas instâncias que lutam, enfrentam e batem de frente com todas as esferas de governo buscando a reversão dessas mudanças que estão ocorrendo”, afirmou o padre Ari.</p>
<p><strong>CÓDIGO FLORESTAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://www.fundacaonazare.com.br/novoportal/framework/view/upload/ck/ckfinder/userfiles/images/Dom%20Pedro%20Strighini(1).jpg" alt="" width="300" height="325" />Segundo o bispo referencial do Fórum, dom Pedro Stringhini, o Fórum e seus parceiros estão atentos ao movimento de mudança do texto do novo Código Florestal que está em debate no Senado Federal.</p>
<p>“Estamos de olho e pretendemos ajudar, como especialistas em mudanças climáticas. O Fórum olha com perplexidade e lamenta que as sugestões da CNBB tenham sido rejeitadas pelo Congresso na modificação do texto do novo Código Florestal. O Fórum quer ser um instrumento de auxílio neste processo de mudança, como está sendo a Campanha da Fraternidade desde ano que trata ustamente do meio ambiente, com o tema Fraternidade e a Vida no Planeta. Então o Fórum está disposto a contribuir com a CNBB para que haja mais pressão para a modificação deste texto”, ressaltou dom<br />
Stringhini</p>
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		<title>CNBB lança concurso para cartaz e hino da CF 2013</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 13:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>greison</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Tema “Fraternidade e Juventude” e o lema "Eis-me aqui. Envia-me" (Is 6,8).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na quinta-feira, 03 de outubro, o Concurso Nacional para o Cartaz e Letra do Hino da Campanha da Fraternidade 2013, com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema &#8220;Eis-me aqui. Envia-me&#8221; (Is 6,8).</p>
<p>Na primeira etapa do concurso, que acontece até dia 03 de fevereiro, serão escolhidos o Cartaz e o Hino, em seguida será realizada a escolha da melodia da música. Lembrando que todas as informações oficiais sobre o concurso e a CF 2013 serão publicadas no site da CNBB e Jovens Conectados.</p>
<p>Para a CF 2013, a CNBB espera uma ampla participação dos jovens no concurso. Portanto, você jovem tem uma ideia para o cartaz e para o hino da Campanha da Fraternidade sobre Juventude? Está na hora de colocar seu talento em prática e mostrar o rosto e a voz da juventude brasileira. Seja criativo, participe!</p>
<p>A CF teve origem em 1962, com objetivo de despertar os fieis para a solidariedade em relação a um tema que envolve a sociedade brasileira buscando caminhos e soluções. A cada ano é escolhido um tema, que<br />
define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação.</p>
<p>Para 2013, a CNBB atende o clamor dos jovens e a realidade da Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada no Rio de Janeiro, e apresenta como tema a Juventude. Será um ano especial para a Igreja e<br />
para os jovens, assim, a CF estará no processo de preparação dos jovens para a JMJ.</p>
<p>A CNBB espera uma ampla participação dos jovens no concurso e também na concretização da CF em todos os anos, mas desta vez especialmente para 2013, dizendo “Eis-me aqui. Envia-me&#8221;.</p>
<p>FONTE: Jovens Conectados</p>
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		<title>Jesus é o primeiro em praticar o mandamento do amor</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 12:44:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Intervenção do Papa no Ângelus de hoje]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Queridos irmãos e irmãs!</p>
<div id="article" style="text-align: justify;">
<p>Na liturgia deste domingo, o apóstolo Paulo nos convida a ler o Evangelho “não como palavra humana, mas como aquilo que de fato é: Palavra de Deus”(<em>1 Ts</em> 2,13). Dessa maneira, podemos acolher com fé as admoestações que Jesus dirige à nossa consciência, para assumir um comportamento em conformidade com Ele. Na passagem de hoje, Ele reprova os escribas e fariseus, que desempenhavam um papel de mestres na comunidade, porque a sua conduta estava claramente em contraste com o que ensinaram aos outros com rigor. Jesus destaca que eles “falam e não praticam” (<em>Mt</em> 23,3). Mais ainda: “amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los nem sequer com um dedo” (<em>Mt</em> 23,4). É preciso acolher a boa doutrina, mas ela corre o perigo de ser desmentida por uma conduta incoerente. Por isso, Jesus diz: “deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações!” (<em>Mt</em> 23,3). A atitude de Jesus é exatamente oposta a isso: Ele é o primeiro em praticar o mandamento do amor, que ensina a todos, e pode <a id="_GPLITA_1" href="#">dizer</a> que seu peso é leve e suave, justamente porque Ele nos ajuda a carregá-lo juntamente com Ele (cf. <em>Mt</em> 11,29-30).</p>
<p>Pensando nos mestres que oprimem a liberdade dos outros em nome da própria autoridade, São Boaventura explica quem é o autêntico mestre, afirmando: “Ninguém pode ensinar e nem menos agir, nem chegar as verdades conhecíveis sem que o Filho de Deus esteja presente”(Sermo I de Tempore, Dom. XXII post Pentecosten, <em>Opera omnia</em>, IX, Quaracchi, 1901, 442). “Jesus se senta em sua &#8216;cátedra&#8217; como Moisés, que estende a aliança a todos os povos” (livro “Jesus de Nazaré”). Ele é o nosso verdadeiro e único mestre! Portanto, somos chamados a <a id="_GPLITA_2" href="#">seguir</a> o Filho de Deus o Verbo encarnado, que exprime a verdade do seu ensinamento por meio da fidelidade à vontade do Pai, por meio do dom de si mesmo. O Beato Antonio Rosmini escreve: “O primeiro professor forma todos os outros professores, bem como os próprios discípulos, porque (os outros) só existem em função daquele primeiro, mas poderoso ensinamento” (Idea della Sapienza, 82, in: <em>Introduzione alla filosofia</em>, vol. II, Roma 1934, 143). Jesus também condena firmemente a vaidade e observa que trabalhar ‘para ser admirados pelas pessoas’ (<em>Mt</em> 23, 5)coloca à mercê da aprovação humana os valores que fundam a autenticidade das pessoas.</p>
<p>Caros amigos, o Senhor Jesus se apresentou ao mundo como servo, despojando-se totalmente de si mesmo e inclinando-se para dar, na cruz, a mais eloquente lição de humildade e amor. Do seu exemplo surge a proposta de vida: “O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve”(<em>Mt</em> 23,11).Invoquemos a intercessão de Maria Santíssima e rezemos em particular por todos os que na comunidade cristã são chamados ao ministério do ensinamento, para que possam sempre testemunhar com as obras as verdades que transmitem com a palavra.</p>
<p><em>[No final, Bento XVI saudou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]</em></p>
<p>Saúdo agora os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial os fiéis brasileiros da Paróquia de São Cristóvão, da Diocese de São João da Boa Vista. Possa esta visita a Roma confirmar a vossa fé, como os Apóstolos Pedro e Paulo, na Boa Nova de Jesus Cristo! Por ela, sabemos que somos filhos no Filho e entramos no seio da Santíssima Trindade. Desça, sobre vós e vossas famílias, a minha Bênção Apostólica.</p>
</div>
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		<title>A missão é serviço</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 12:38:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Dia Nacional da Juventude  é uma ótima ocasião para darmos alguns passos para a motivação e participação na Jornada Mundial da Juventude.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Neste final de semana celebramos o Dia Nacional da <a id="_GPLITA_0" href="#">Juventude</a>! É uma ótima ocasião para darmos alguns passos para a motivação e participação na Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá aqui no Rio de Janeiro. Estamos também encerrando o mês das Missões, com a firme convicção de estarmos permanentemente em missão. A Palavra de Deus deste 31º Domingo do Tempo Comum ilumina nossas vidas para vermos, tanto como missionários como também como sede da JMJ, aqueles que agem como servidores – é uma missão, é um serviço, a que todos somos chamados a prestar, tanto à Igreja como à Sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando lemos os Evangelhos, ainda ficamos surpresos diante da acolhida que as multidões reservam para Jesus. Havia dias em que o Mestre não tinha um momento de paz: as pessoas vinham de toda parte para ouvir sua palavra. Os testemunhos dos Evangelhos dizem unanimemente que era principalmente a sua palavra que encantava as multidões, e as pessoas aproximavam-se Dele principalmente para ouvi-Lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus anunciava de maneira nova aquilo que já estava inspirado e colocado por escrito na Bíblia. Basta pensar no Evangelho do domingo passado, quando Jesus responde à pergunta sobre o maior mandamento ao citar as palavras da lei judaica: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração!” (cf. Mt 22,27; Deuteronômio 6,5). Parece que as multidões estavam cansadas de muitas palavras que ouviam nas sinagogas todos os sábados e, ao invés disso, vieram até Jesus porque Ele &#8220;os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas&#8221; (Mateus 7, 29). Precisamente esta última referência revela o segredo de Jesus – Ele falou &#8220;como quem tem autoridade&#8221;. Havia uma autoridade em seus discursos novos e inesperados, que os escribas e fariseus não possuíam. O último fato – como o próprio Jesus diz no Evangelho deste domingo (Mt 23,1-12) – &#8220;dizem e não fazem; atam fardos pesados ​​e os põem aos ombros dos homens, mas <a id="_GPLITA_1" href="#">eles</a> não querem movê-los com um dedo&#8221;. E eles perderam a sua autoridade, porque só falam &#8220;para serem vistos pelos homens&#8221;, sem realmente acreditar no que diziam. É uma dura palavra que ressoa até hoje em nossos ouvidos e nos questiona profundamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma crítica muito dura que Jesus dirige ainda hoje a todos nós, pois Jesus nos exorta para não criticarmos os outros, mas para examinarmos a nós mesmos: de fato continua seu discurso dizendo &#8220;você&#8221; e não &#8220;eles&#8221; (&#8220;não sejais chamados Rabi! E não sejais chamado de mestres&#8221; &#8211; Mt 23,8.10).</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma que aconteceu naquela época aos escribas e fariseus, mas não aconteceu com Jesus, Ele falava com autoridade porque Ele dizia e fazia. Estamos lendo a confirmação do Evangelho deste domingo, quando Ele recomenda aos seus discípulos para ser servos uns dos outros: &#8220;o maior entre vós será vosso servo&#8221; (Mateus 23, 11). Todos sabemos que Jesus, num gesto de doação, lava os pés dos seus discípulos, e, com esse gesto, resume o serviço de doação que tantas vezes Ele recomendou e que Ele vai cumprir depois de algumas horas na cruz.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, Jesus disse e fez: ele falou com autoridade porque acreditava profundamente no que dizia e diz para nós até hoje. Ainda ressoa em meus ouvidos as palavras do Servo de Deus, o Papa Paulo VI, quando escreveu sobre a evangelização: “os homens de hoje escutam muito mais as testemunhas que os mestres, e se escutam os mestres é porque são testemunhas”. Aí está o grande segredo de todo trabalho e toda pregação, seja nas igrejas, seja nas praças, seja pelos meios de comunicaçao e até mídias sociais: ser testemunha daquilo que se fala. O segredo da missão evangelizadora está na pessoa que atua! Por isso o texto do evangelho deste domingo nos questiona profundamente e nos exorta a dar passos concretos na direção de uma vida coerente e transparente. E este é o milagre: que possamos renovar e devolver um sentido de coerência para as muitas palavras que trocamos e pregamos todos os dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sou daqueles que dizem e não fazem? A palavra de Deus queima os lábios se é mal pronunciada, mas ela queima também se é pronuncida e não é vivida. Realmente, o que anuncio é porque as palavras são eco de um fogo de vida no Espírito Santo que arde dentro de mim? Precisamos ouvir o Senhor, para depois, vivendo com alegria a Boa Nova, anunciar aos irmãos e irmãs.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos perceber no Evangelho algumas situações que esvaziam nossas vidas e que deveriam ser mudadas em nosso dia a dia. Uma situação é a hipocrisia: digo e não faço. A incoerência de vida diante do que falamos sem vivenciarmos com simplicidade e coerência a Palavra de Deus. Outra situação é a vaidade: tudo fazem para serem admirados. O objetivo é conseguir fama e nada mais. Não é um serviço ao Reino de Deus. A vaidade torna o interior vazio. Ainda uma outra situação: o gosto do poder: impõem cargas pesadas a todos. O Evangelho oferece alguns caminhos de mudança: em vez de aparecer, agir secretamente; a simplicidade ao invés da duplicidade, o serviço ao invés do poder. O maior mandamento, diz Jesus, é &#8220;Amarás&#8221; e na liturgia de hoje acrescenta: o maior entre vós será vosso servo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao celebrarmos, concomitantemente, o Dia Nacional da Juventude, é bom lembrar que a juventudade dá muito valor à autenticidade evangélica. A juventude quer líderes que tenham coerência na pregação e na ação. Notamos isso pelos movimentos que espoucam por todos os cantos do mundo e também em nosso país, exigindo coerência e transparência.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquele que é o Senhor e Salvador de todos escolheu o caminho do servo: está aos pés de todos, é o servidor que lava os pés dos discípulos. Aquele que é Deus conosco cinge uma toalha e quer curar todas as feridas da terra. Servo sem igual! E se deve haver uma hierarquia na Igreja, será invertida em relação às normas da sociedade sobre a terra: “vocês são todos irmãos”. E, em seguida, inverteu novamente, por Cristo, que se tornou irmão, mas depois se tornou o último dos irmãos. Jesus muda a raiz do poder. Nosso Senhor Jesus Cristo revela que todo homem é capaz de poder, se ele é capaz do serviço.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos nós que buscamos entender a sociedade hodierna e encontramos caminhos para uma convivência pacífica entre os povos temos na Palavra deste domingo um bom caminho a seguir: Serviço. Este é o nome secreto da civilização do amor, porque este é o estilo que Deus escolheu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Dom Orani João Tempesta é arcebispo do Rio de Janeiro</em>.</strong></p>
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		<title>Papa proclama Ano da Fé em 2012</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 12:27:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Bento XVI faz anúncio na Missa conclusiva do encontro de novos evangelizadores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Faz anúncio na Missa conclusiva do encontro de novos evangelizadores</strong></p>
<p style="text-align: justify;">CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 17 de outubro de 2011 (<a href="http://www.zenit.org/">ZENIT.org</a>) – A Igreja comemorará um “Ano da Fé” entre 11 de outubro de 2012 – 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – e 24 de novembro de 2013, segundo anunciou o Papa ontem, durante a Missa conclusiva do primeiro encontro internacional de novos evangelizadores.</p>
<p style="text-align: justify;">“Decidi declarar um &#8216;Ano da Fé&#8217;, que ilustrarei com uma especial carta apostólica”, disse Bento XVI na Basílica de São Pedro, aos participantes do encontro organizado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.</p>
<p style="text-align: justify;">A iniciativa de celebrar o “Ano da Fé” tem como objetivo “precisamente dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja de conduzir os homens fora do deserto em que muitas vezes se encontram, rumo ao lugar da vida, a amizade com Cristo, que nos dá sua vida em plenitude”, explicou o Papa.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse “Ano da Fé”, prosseguiu, “será um momento de graça e de compromisso por uma conversão a Deus cada vez mais plena, para reforçar a nossa fé n&#8217;Ele e para anunciá-lo com alegria ao homem da nossa época”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://paroquiasaopedroesaopaulo.com.br/?attachment_id=2873" rel="attachment wp-att-2873"><img class="alignleft" title="papa-ratzinger" src="http://rccbelem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/papa-ratzinger-300x233.jpg" alt="" width="246" height="190" /></a>O Pontífice recordou que “a missão da Igreja, como a de Cristo, é essencialmente falar de Deus, recordar sua soberania, recordar a todos, especialmente aos cristãos que perderam sua identidade, o direito de Deus sobre o que lhe pertence, isto é, a nossa vida”.</p>
<p style="text-align: justify;">Também explicou que “a teologia da história é um aspecto importante, essencial da nova evangelização, porque os homens da nossa época, após o nefasto período dos impérios totalitários do século 20, precisam reencontrar uma visão global do mundo e do tempo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre esta necessária visão, “verdadeiramente livre, pacífica”, destacou que é a “visão que o Concílio Vaticano II transmitiu em seus documentos, e que meus predecessores, o Servo de Deus Paulo VI e o Beato João Paulo II, ilustraram com o seu magistério”.</p>
<p style="text-align: justify;">Bento XVI acrescentou que a nova evangelização está “em harmonia com a missão <em>ad gentes</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos novos evangelizadores presentes na celebração, disse: “Vocês estão entre os protagonistas da evangelização nova que a Igreja empreendeu e leva adiante, não sem dificuldade, mas com o mesmo entusiasmo dos primeiros cristãos”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Tenho vocês presentes na minha oração, consciente do seu compromisso na fé, da sua laboriosidade na caridade e da sua constante esperança em Jesus Cristo, nosso Senhor”, acrescentou.</p>
<p style="text-align: justify;">E os convidou a ter Nossa Senhora como modelo e guia: “Aprendam da Mãe do Senhor e nossa Mãe a ser humildes e ao mesmo tempo corajosos; simples e prudentes; equilibrados e fortes, não com a força do mundo, mas com a da verdade”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lições de São Paulo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Recolhendo alguns ensinamentos do grande evangelizador São Paulo, o Pontífice afirmou que “ele nos diz, acima de tudo, que não se evangeliza de maneira isolada”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Apóstolo dos Gentios também mostra que “o anúncio deve ser sempre precedido, acompanhado e seguido pela oração”, sublinhou Bento XVI.</p>
<p style="text-align: justify;">“O Apóstolo diz isso bem consciente do fato de que os membros da comunidade não o escolheram, mas sim Deus”, continuou.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, acrescentou o Papa, cada missionário do Evangelho deve sempre ter presente esta verdade: “é o Senhor quem toca os corações com a sua Palavra e o seu Espírito, chamando as pessoas à fé e à comunhão na Igreja”.</p>
<p style="text-align: justify;">“A evangelização, para ser eficaz, precisa da força do Espírito, que incentive o anúncio e infunda em quem o leva essa &#8216;plena persuasão&#8217;. Tal anúncio, para ser completo e fiel, precisa estar acompanhado de sinais, de gestos, como a pregação de Jesus”, acrescentou.</p>
<p style="text-align: justify;">Palavra, Espírito e persuasão – entendida como plenitude e fidelidade – “são então inseparáveis e contribuem para fazer que a mensagem evangélica se difunda com eficácia”, disse o Pontífice.</p>
<p style="text-align: justify;">“Os novos evangelizadores estão chamados a ser os primeiros a percorrer este caminho que é Cristo, para dar a conhecer aos outros a beleza do Evangelho que dá a vida”, explicou.</p>
<p style="text-align: justify;">E insistiu: “Neste caminho, nunca se caminha sozinhos, mas em companhia: uma experiência de comunhão e de fraternidade que se oferece aos que encontramos, para torná-los partícipes da nossa experiência de Cristo e da sua Igreja”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Assim, o testemunho, junto ao anúncio, pode abrir o coração dos que estão em busca da verdade, para que possam descobrir o sentido da sua própria vida”, concluiu.</p>
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		<title>&#8220;A fé cresce com o desejo de encontrar o caminho&#8221;, afirma o Papa</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 02:45:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>greison</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Papa se dirige aos fiéis no discurso que antecede oração mariana do Angelus, neste domingo, 14. O Papa Bento XVI, em Castel Gandolfo, durante o discurso que antecede a oração mariana do Angelus, tomou o Evangelho deste domingo, 14, que narra o episódio no qual a cananeia apresenta-se diante do Mestre pedindo-lhe a cura de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="foto_noticia">
<div id="foto_conteudo">Papa se dirige aos fiéis no discurso que antecede oração mariana do Angelus, neste domingo, 14.</div>
<div></div>
</div>
<p><!--FOTO NOTICIA--><!--TEXTO NOTICIA--></p>
<div align="justify">
<div>O <a href="http://noticias.cancaonova.com/#" target="_blank"><span style="color: #006699;">Papa Bento XVI</span></a>, em Castel Gandolfo, durante o discurso que antecede a oração mariana do Angelus, tomou o Evangelho deste domingo, 14, que narra o episódio no qual a cananeia apresenta-se diante do Mestre pedindo-lhe a cura de sua filha e comentou que ela literalmente não teve medo de gritar &#8220;Jesus tem Piedade de mim&#8221;. O Santo Padre explicou que o aparente distanciamento de Jesus não foi empecilho para que ela desistisse de buscá-lo.</p>
<p>&#8221;Ela não quer tirar nada de ninguém: na sua simplicidade e humildade, basta a ela o pouco, bastam-lhes as migalhas, basta a ela somente um olhar, uma boa palavra do Filho de Deus&#8221;, afirmou o Pontífice.</p>
<p>A partir deste exemplo, Bento XVI salientou que todos nós somos chamados a nutrir tamanha fé, que, no caso da mulher, deixou Jesus impressionado.</p>
<p>&#8220;Caros amigos, também nós somos chamados a crescer na fé, a abrir-nos e a acolher com liberdade o dom de Deus, a ter confiança e gritar também a Jesus: &#8216;doa-nos a fé a ajuda-nos a encontrar o caminho&#8217;.</p></div>
<div><strong>Acesse:</strong><br />
<a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?iid=283074" target="_blank"><span style="color: #006699;"><strong>.:NA ÍNTEGRA: Angelus de Bento XVI</strong></span></a></p>
<p>O Santo Padre explicou ainda que esta fé nos leva à verdadeira identidade de Jesus.</p>
<p>&#8220;O conhecer da fé cresce com o desejo de encontrar o caminho, e é finalmente um dom de Deus&#8221;, explicou Bento XVI.</p>
<p>O papa também reforçou que o coração de cada pessoa deve estar aberto à conversão todos os dias, de modo que cada um passe do fechamento em si mesmo para a abertura à ação de Deus.</p>
<p>&#8220;Alimentemos todos os dias a nossa fé, com a escuta profunda da Palavra de Deus, com a celebração dos Sacramentos, com a oração pessoal como grito em direção à Ele e com a caridade em direção ao próximo&#8221;, disse.</p>
<p>O Papa encerrou o discurso que antecede o Angelus, lembrando a Assunção de Maria, cuja festa se celebra amanhã.</p></div>
<div></div>
<div><strong>Rumo à Madri</strong></div>
<p><a href="http://paroquiasaopedroesaopaulo.com.br/?attachment_id=549" rel="attachment wp-att-549"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-549" title="283072" src="http://paroquiasaopedroesaopaulo.com.br/wp-content/uploads/2011/08/283072-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nas saudações proferidas aos peregrinos das mais diversas nacionalidades, o Papa Bento XVI pediu que cada pessoa o acompanhe espiritualmente através da oração, durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontece em Madri, de 16 a 21 de agosto.</p>
<p>Aos polacos, o Papa falou sobre o 70º aniversario de martírio de São Maximiliano Kolbe, que morreu no campo de exterminio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. &#8220;O seu heróico amor é sinal luminoso da vitoria presença de Deus no drama humano do ódio, do sofrimento e da morte&#8221;, ressaltou o papa.</p>
</div>
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